A primavera chegou! E junto com ela veio o sol, as flores e a temperatura agradável. Vejo também os insetos que sabe-se lá por onde se escondiam no inverno. E as crianças a correrem pelas ruas, sim ruas! Tudo se transforma, como se derrepente eu estivesse em outro lugar. A mudança de estação ocorre como se Deus desligasse o botão do inverno e ligasse o botão da primavera, as coisas da noite para o dia se transformaram.
Chegou a hora de pegar suas toalhas de pic nic e tirar o pó das churrasqueiras! Vamos ao parque, deitar ao sol, e até se bronzear. Sem necessidade de biquinis, os Europeus acreditam que roupas intímas servem muito bem para um bronze, e aquelas mais corajosas (normalmente acima dos 50 anos) tiram até o sutiã. Sem necessidade de praia, areia ou mar, na grama mesmo elas se deitam.
Acordo as 4 da manhã e vejo que a luz do dia começa a clarear meu quarto, um tanto quanto bonito este fenômeno, até que isso ocorre hoje, amanhã e depois, e quando você se dá conta as cortinas do quarto são fracas e não se consegue mais dormir com o sol do meio dia raiando em plena madrugada. E me preparo para sair, com meus amigos vou desfrutar da noite, são 21 horas e o sol não dá sinais de nos deixar. E este sol se fará mais presente quando o verão chegar.
Ando pelas ruas e imagino a tia Dirce comigo, o caminho que faço em 5 minutos ela demoraria 20. São tantas flores e folhas para se apreciar que me pego a pensar se isso também era visto na minha cidade no Brasil ou se eu simplesmente nunca parei para notar. Aquele caminho cinza e gelado se transformou em colorido e agradável.
A temperatura está maravilhosa. Nos dias mais gelados, 10 graus. Nos dias mais quentes 20. Perfeito! Pessoas andam nas ruas de shorts, chinelos e camisetas. Alguns levam consigo um leve casaco para se proteger do vento, que está sempre a soprar.
Em meu quintal encontro uma casinha de insetos, com uma tela e uma portinha. Nela pode se encontrar muitas joaninhas e as vezes também caracóis, bichos extremamente fáceis de se ver. Aranhas também circulam por aqui, mas elas é preferível não tocar.
Agora consigo ver porque a temperatura e as estações são tão importantes para os dinamarqueses. E pode ter certeza de que quando o verão chegar e trazer consigo seus (no máximo) 30 graus eles vão reclamar da mesma forma como reclamam dos 0 graus.
quinta-feira, 26 de maio de 2011
terça-feira, 10 de maio de 2011
Dansk Piger
Você as encontra no trem, nos bares, nas academias, nas ruas ou simplesmente na vizinhança. Com o dinamarques (a língua) da dar inveja, fico pensando no que será que elas conversam. Fácilmente as vejo em pequenos grupos, com seus cabelos loiros, lisos e compridos e para acompanhar um par de olhos claros. Ou então as morenas falsas, desacreditando que existem loiras que pintam o cabelo de castanho, algo até então jamais visto.
São em maior parte simpáticas, afinal das contas são dinamarquesas; Te tratam bem nas lojas, na recepção da academia, nas ruas e nos trens por volta das 3 ou 4 da manhã, mas leve em conta que neste último caso elas já se encontram levemente (sendo educada) alcoolizadas.
Claro que ao andar em pares ou trios na academia, no topo da sua adolescência, elas se acham o máximo.
Ao abordá-las para pedir informção dispense a pergunta "do you speak english?", se elas tem mais de 15 anos com certeza falam inglês. Ao abordá-las em bares ou clubes dispense o contato físico, seja criativo e tenha assunto e não espere nada em troca.
Seus cabelos são criativos, novamente educadamente dizendo, penteados dos anos 70 ou daqueles que as meninas de 6 anos fazem em suas Barbies. Suas roupas, em maior parte, curtas (faça sol ou faça neve) e as vezes um pouco diferente, contendo um senso peculiar em combinação de cores e estampas. Mas tudo isso faz delas extremamente interessantes, sendo incapaz de não percebe-las, como também gastar alguns minutos para apreciá-las.
Seus cabelos são criativos, novamente educadamente dizendo, penteados dos anos 70 ou daqueles que as meninas de 6 anos fazem em suas Barbies. Suas roupas, em maior parte, curtas (faça sol ou faça neve) e as vezes um pouco diferente, contendo um senso peculiar em combinação de cores e estampas. Mas tudo isso faz delas extremamente interessantes, sendo incapaz de não percebe-las, como também gastar alguns minutos para apreciá-las.
Criadas para serem independentes, são de opinião forte e sabem se virar sozinhas. As meninas dinamarquesas se tornam mulheres de personalidade.
Apesar de tudo isso, acredito que o Hans Christian Andersen, ao escrever seu famoso conto "A Pequena Sereia", não se inspirou nas vozes das dinamarquesas. A encantadora voz de uma sereia é difícilmente e infelizmente encontrada.
Caroline Wozniacki - Jogadora de tennis número 1 do mundo e para acompanhar o texto, uma menina dinamarquesa.
Caroline Wozniacki - Jogadora de tennis número 1 do mundo e para acompanhar o texto, uma menina dinamarquesa.terça-feira, 19 de abril de 2011
Curiosidades Dinamarquesas - Barnevogn
São quase meio dia, o sol brilha, hoje é um dejligt vejr (dailit veer, algo mais ou menos assim), é mais um bom tempo, é um tempo amável, essas são palavras que saem da boca de um menino dinamarques. E a temperatura, 13 graus, acredite, realmente é um dejligt vejr!
O almoço está na mesa, um pedaço de rugbrød e um copo de suco, foram longos 2 minutos para prepará-lo. E logo após é a hora da soneca. E lá vamos nós para o barnevogn...barn = criança; vogn = carrinho. O carrinho da criança se encontra lá fora e é lá que todos vão dormir. Faça chuva, sol, neve...não importa. A ideia é que o ar fresco faz bem e por este motivo todas as crianças se encontram lá fora para dormir.

Os países da Scandinavia conhecem esta cultura, mas nenhum tanto quanto a Dinamarca. Uma tradição nacional que pelo visto não acabará tão cedo, muito menos tão tarde. Ao colocarem suas crianças no barnevogn pais continuam com seus planos normalmente, isto é, mesmo que seja hora de entrar em um restaurante ou uma loja suas crianças continuam a dormir lá fora, como se fosse a coisa mais natural de se ver...e é!
Faça um passeio entre 12-14 horas e veja com seus próprios olhos carrinhos sendo empurrandos com as crianças a dormir, carrinhos sendo colocados ao lado de vitrines ou janelas com as crianças a dormir.
Claro que o preparo no verão é diferente do inverno, roupas especiais são utilizadas quando a temperatura se encontra abaixo de zero e pode ter certeza, quentinhas elas estão.

Nas creches acontece os mesmos, são carrinhos de madeira, enfileirados um ao lado do outro, geralmente coloridos, onde todos dormem ao mesmo tempo, respirando o ar fresco.
Entre todas as curiosidades esta é minha favorita, a que mais me espantou no começo e a que mais me encanta hoje. Mas agora tenho que ir, são 14:30 e minha Isabella se encontra lá fora, pronta para logo acordar e continuar sua tarde como todas as outras criancinhas dinamarquesas.
O almoço está na mesa, um pedaço de rugbrød e um copo de suco, foram longos 2 minutos para prepará-lo. E logo após é a hora da soneca. E lá vamos nós para o barnevogn...barn = criança; vogn = carrinho. O carrinho da criança se encontra lá fora e é lá que todos vão dormir. Faça chuva, sol, neve...não importa. A ideia é que o ar fresco faz bem e por este motivo todas as crianças se encontram lá fora para dormir.
Os países da Scandinavia conhecem esta cultura, mas nenhum tanto quanto a Dinamarca. Uma tradição nacional que pelo visto não acabará tão cedo, muito menos tão tarde. Ao colocarem suas crianças no barnevogn pais continuam com seus planos normalmente, isto é, mesmo que seja hora de entrar em um restaurante ou uma loja suas crianças continuam a dormir lá fora, como se fosse a coisa mais natural de se ver...e é!
Faça um passeio entre 12-14 horas e veja com seus próprios olhos carrinhos sendo empurrandos com as crianças a dormir, carrinhos sendo colocados ao lado de vitrines ou janelas com as crianças a dormir.
Claro que o preparo no verão é diferente do inverno, roupas especiais são utilizadas quando a temperatura se encontra abaixo de zero e pode ter certeza, quentinhas elas estão.
Nas creches acontece os mesmos, são carrinhos de madeira, enfileirados um ao lado do outro, geralmente coloridos, onde todos dormem ao mesmo tempo, respirando o ar fresco.
Entre todas as curiosidades esta é minha favorita, a que mais me espantou no começo e a que mais me encanta hoje. Mas agora tenho que ir, são 14:30 e minha Isabella se encontra lá fora, pronta para logo acordar e continuar sua tarde como todas as outras criancinhas dinamarquesas.
sexta-feira, 15 de abril de 2011
A crise dos 3 meses
Tudo começa com um choro, o mesmo de todos os dias, seus cabelos loiros cacheados perdem o encanto quando por muitas vezes só consegue se ouvir uma palavra ao meio de tantos buááás, "mor" (significado = mãe; lê-se: moa). A vontade de tê-la em meus braços, brincar e rir é grande, é mais do que ter uma criança que goste de mim, pois isso eu sei que tenho; a vontade é de se sentir útil e fazer o que eu vim aqui para fazer...aliviar a família dos choros, correrias e proporiconar à eles tempo livre.
É a idade, é a língua e também o costume de sempre estar com a mãe...
Lá se foram três meses e junto com eles se foi o novo, o curioso e todo mistério que minha nova vida aguardava. Agora vêm a rotina, os horários da escola, as terças e quintas da natação, os dias do trabalho X e do trabalho Y.
Pedalo à academia esperando encontrar lá uma solução para o meu stress ou pelo menos um alívio, encontro dificuldade no começo, mas devagar percebo que a quantidade de peso na barra trás olhos curiosos, mesmo aqui do outro lado do mundo. E ao finalizar o treino sento em um dos sofás da recepção, tomando minha água achocolatada e ainda recebo um sorriso da loira que se encontra atrás do balcão.
Em casa finalmente conquisto a pequena e vamos brincar na caixa de areia que se encontra em nosso quintal. Alguns castelos construídos e destruídos, mas o importante é o sorriso e a confiança em segurar minha mão na hora de ir para a rua. Na frente de casa não somos as únicas, vejo bicicletas e escuto as risadas vindo dos vizinhos que também sairam para aproveitar o sol forte, que faz de 10°c ser uma temperatura muito agradável.
São 19hrs, terminamos a janta, tarde demais por estar na Dinamarca, mas é sexta e todo mundo merece um pouco de sussego. Que tal pegar o carro novo e tomar um sorvete próximo ao mar?
Crise? Que crise? No máximo duas horas de stress uma vez por semana. Já se foram três meses e que venham mais quinze, na mesma velocidade e com a mesma intensidade desta rotina de dona de casa.
É a idade, é a língua e também o costume de sempre estar com a mãe...
Lá se foram três meses e junto com eles se foi o novo, o curioso e todo mistério que minha nova vida aguardava. Agora vêm a rotina, os horários da escola, as terças e quintas da natação, os dias do trabalho X e do trabalho Y.
Pedalo à academia esperando encontrar lá uma solução para o meu stress ou pelo menos um alívio, encontro dificuldade no começo, mas devagar percebo que a quantidade de peso na barra trás olhos curiosos, mesmo aqui do outro lado do mundo. E ao finalizar o treino sento em um dos sofás da recepção, tomando minha água achocolatada e ainda recebo um sorriso da loira que se encontra atrás do balcão.
Em casa finalmente conquisto a pequena e vamos brincar na caixa de areia que se encontra em nosso quintal. Alguns castelos construídos e destruídos, mas o importante é o sorriso e a confiança em segurar minha mão na hora de ir para a rua. Na frente de casa não somos as únicas, vejo bicicletas e escuto as risadas vindo dos vizinhos que também sairam para aproveitar o sol forte, que faz de 10°c ser uma temperatura muito agradável.
São 19hrs, terminamos a janta, tarde demais por estar na Dinamarca, mas é sexta e todo mundo merece um pouco de sussego. Que tal pegar o carro novo e tomar um sorvete próximo ao mar?
Crise? Que crise? No máximo duas horas de stress uma vez por semana. Já se foram três meses e que venham mais quinze, na mesma velocidade e com a mesma intensidade desta rotina de dona de casa.
sábado, 26 de março de 2011
Língua Dinamarquesa - Números
E o alarme soa as 7:30, horário cujo eu já me encontro acordada, por trás da minha porta escuto sons de uma pequena criança brincando com a mesa de ferramenteiro, um brinquedo que obviamente foi dado ao seu irmão mais velho e pouco utlizado pelo bom estado e o fato que se encontra dentro de um banheiro.
Me levanto para mais um dia na escola, a qual fico feliz de ir, e se pudesse iria todos os dias da semana, não somente três. A questão é aprender a língua, apesar da maioria ao meu redor me compreender, meu desejo é compreende-los em sua própria língua, muito mais utilizada nas rodas de amigos.
Como qualquer outro curso o importante no momento é saber o básico. E se perguntarem sei muito bem responder meu nome, de onde venho, que lingua falo e até me arrisco no número do celular.
Foi exatamente nos números que me surpreendi; não pelo fato de em uma semana ser capaz de contar até 100, mas pelo modo como se faz isso. Deixando de lado agora meu lado poético (haha) explicarei minha supresa.
en, to, tre, fire, fem, seks, syv, otte, ni, ti, elleve, tolv, tretten, fjorten, femten, seksten, sytten, atten, nitten, tyve...
tyve = 20
Logo 21 seria tyveogen (og = e)...mas nada disso; enogtyve = 21. Portanto umevinte se fosse em português. E assim continua, toogtyve, treogtyve...
E isso eu acho incrível, e continua no 30 (tredive), 40 (fyrre), 50 (halvtreds), 60 (tres), 70 (halvfjerds), 80 (firs), 90 (halvfems) e 100 (hundrede).
É só eu que acho isso incrível e interessante? Com certeza um pouco confuso, mas depois você pega o jeito e fica bem legal!
Me levanto para mais um dia na escola, a qual fico feliz de ir, e se pudesse iria todos os dias da semana, não somente três. A questão é aprender a língua, apesar da maioria ao meu redor me compreender, meu desejo é compreende-los em sua própria língua, muito mais utilizada nas rodas de amigos.
Como qualquer outro curso o importante no momento é saber o básico. E se perguntarem sei muito bem responder meu nome, de onde venho, que lingua falo e até me arrisco no número do celular.
Foi exatamente nos números que me surpreendi; não pelo fato de em uma semana ser capaz de contar até 100, mas pelo modo como se faz isso. Deixando de lado agora meu lado poético (haha) explicarei minha supresa.
en, to, tre, fire, fem, seks, syv, otte, ni, ti, elleve, tolv, tretten, fjorten, femten, seksten, sytten, atten, nitten, tyve...
tyve = 20
Logo 21 seria tyveogen (og = e)...mas nada disso; enogtyve = 21. Portanto umevinte se fosse em português. E assim continua, toogtyve, treogtyve...
E isso eu acho incrível, e continua no 30 (tredive), 40 (fyrre), 50 (halvtreds), 60 (tres), 70 (halvfjerds), 80 (firs), 90 (halvfems) e 100 (hundrede).
É só eu que acho isso incrível e interessante? Com certeza um pouco confuso, mas depois você pega o jeito e fica bem legal!
terça-feira, 15 de março de 2011
Tilbage
E como demorou para chegar aqui, 22 horas entre aeroportos, voos e espera. A primeira vista foi deslumbrante, como se estivesse em um filme ou dentro dos meus sonhos. Longos vídeos pois tudo me fascinava e as primeiras conversas traziam insegurança com uma mistura de felicidade, pois finalmente olhava nos olhos dos quais se tornariam minha nova família.
1440 horas = 60 dias = 2 meses...se passaram em um piscar de olhos. Sem ao menos perceber as ruas se tornaram familiares, os caminhos já os conheço mentalmente como também nos dias nublados, os de chuva ou como hoje, ensolarados.
A língua já não me parece estranha, muito pelo contrário, me vicia, fazendo com que meus esforços se voltem ao entende-la e aprende-la. E a cada nova palavra, cada nova frase, uma conquista. Compreender as falas infantis tornam a vivência mais enriquecedora.
E a luz do dia hoje se completa com o sol que decide aparecer mais vezes. Duas horas a mais durante a manhã e duas a mais durante a noite. E com cada minuto a mais de luz do dia mais que eu gosto deste lugar, me sinto em casa, me sinto bem e chego a conclusão que sim, eu realmente gosto mais do frio do que o calor.
Dois meses se passaram, não tenho como recuperá-los nem vive-los novamente. Mas não é necessário voltar no tempo quando se sabe que cada minuto que se passou foi vivido intensamente, sem arrependimentos de não ter feito exatamente o que se tinha em mente.
Somente mais 16 meses, dos quais vou vive-los para serem para sempre lembrados. E quem sabe no mínimo só mais 16...quem sabe?
1440 horas = 60 dias = 2 meses...se passaram em um piscar de olhos. Sem ao menos perceber as ruas se tornaram familiares, os caminhos já os conheço mentalmente como também nos dias nublados, os de chuva ou como hoje, ensolarados.
A língua já não me parece estranha, muito pelo contrário, me vicia, fazendo com que meus esforços se voltem ao entende-la e aprende-la. E a cada nova palavra, cada nova frase, uma conquista. Compreender as falas infantis tornam a vivência mais enriquecedora.
E a luz do dia hoje se completa com o sol que decide aparecer mais vezes. Duas horas a mais durante a manhã e duas a mais durante a noite. E com cada minuto a mais de luz do dia mais que eu gosto deste lugar, me sinto em casa, me sinto bem e chego a conclusão que sim, eu realmente gosto mais do frio do que o calor.
Dois meses se passaram, não tenho como recuperá-los nem vive-los novamente. Mas não é necessário voltar no tempo quando se sabe que cada minuto que se passou foi vivido intensamente, sem arrependimentos de não ter feito exatamente o que se tinha em mente.
Somente mais 16 meses, dos quais vou vive-los para serem para sempre lembrados. E quem sabe no mínimo só mais 16...quem sabe?
domingo, 13 de março de 2011
Curiosidades Dinamarquesas - Night Watchers
São três da manhã em um final de semana, os jovens dinamarqueses se encontram espalhados pelo centro da cidade, isto é próximo a Universidade de Copenhagen e todas ruazinhas que cruzam a Strøget, a maior rua de pedestres da Europa.
As escadas de cinco degrais levam para uma pequena porta em um edifício qualquer, ao descer e abrir a porta é possível encontrar um bar, geralmente com pouca iluminação, algumas cadeiras, mesas e até pequenos sofás. Lugares pequenos como estes abrigam jovens que se reunem com os amigos para se divertir, beber e dançar.
Porém o mais interessante não se encontra dentro dos bares e clubes, mas sim nas ruas. São aqueles adultos, definitivamente velhos demais para festejar com os jovens bebâdos; não que estes não podem se divertir, mas acredito eu que já passaram desta fase e preferem outros tipos de atividades.
Então o traz estas pessoas as ruas? Vestindo suas jaquetas amarelas neon eles andam em pequenos grupos, geralmente de três, carregam consigo um bom humor, boa vontade, camisinhas e baladas de lakris (doce dinamarques não muito apreciado pelos brasileiros que se aventuram por aqui, mas existem suas exceções, por exemplo eu).
São os Night Watchers, um grupo de pais voluntários que revezam suas noites nos finais de semana para manter o bom clima da diversão dos jovens pela cidade. Eles estão lá para acalmar os bebâdos, conversar com os que querem brigar e evitam de chamar a polícia, mas caso seja necessário, os "politi" chegam imediatamente, devido ao forte relacionamento entre eles.
Sem lucro eles vivem pela pura vontade de ver seus filhos, amigos dos seus filhos e estranhos se divertirem de uma forma segura, fazendo deles mais uma curiosidade agradável aos meus olhos de turista, e quem sabe, de uma futura e adotada dinamarquesa.
As escadas de cinco degrais levam para uma pequena porta em um edifício qualquer, ao descer e abrir a porta é possível encontrar um bar, geralmente com pouca iluminação, algumas cadeiras, mesas e até pequenos sofás. Lugares pequenos como estes abrigam jovens que se reunem com os amigos para se divertir, beber e dançar.
Porém o mais interessante não se encontra dentro dos bares e clubes, mas sim nas ruas. São aqueles adultos, definitivamente velhos demais para festejar com os jovens bebâdos; não que estes não podem se divertir, mas acredito eu que já passaram desta fase e preferem outros tipos de atividades.
Então o traz estas pessoas as ruas? Vestindo suas jaquetas amarelas neon eles andam em pequenos grupos, geralmente de três, carregam consigo um bom humor, boa vontade, camisinhas e baladas de lakris (doce dinamarques não muito apreciado pelos brasileiros que se aventuram por aqui, mas existem suas exceções, por exemplo eu).
São os Night Watchers, um grupo de pais voluntários que revezam suas noites nos finais de semana para manter o bom clima da diversão dos jovens pela cidade. Eles estão lá para acalmar os bebâdos, conversar com os que querem brigar e evitam de chamar a polícia, mas caso seja necessário, os "politi" chegam imediatamente, devido ao forte relacionamento entre eles.
Sem lucro eles vivem pela pura vontade de ver seus filhos, amigos dos seus filhos e estranhos se divertirem de uma forma segura, fazendo deles mais uma curiosidade agradável aos meus olhos de turista, e quem sabe, de uma futura e adotada dinamarquesa.
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