quinta-feira, 26 de maio de 2011

Forår

A primavera chegou! E junto com ela veio o sol, as flores e a temperatura agradável. Vejo também os insetos que sabe-se lá por onde se escondiam no inverno. E as crianças a correrem pelas ruas, sim ruas! Tudo se transforma, como se derrepente eu estivesse em outro lugar. A mudança de estação ocorre como se Deus desligasse o botão do inverno e ligasse o botão da primavera, as coisas da noite para o dia se transformaram.


Chegou a hora de pegar suas toalhas de pic nic e tirar o pó das churrasqueiras! Vamos ao parque, deitar ao sol, e até se bronzear. Sem necessidade de biquinis, os Europeus acreditam que roupas intímas servem muito bem para um bronze, e aquelas mais corajosas (normalmente acima dos 50 anos) tiram até o sutiã. Sem necessidade de praia, areia ou mar, na grama mesmo elas se deitam.


Acordo as 4 da manhã e vejo que a luz do dia começa a clarear meu quarto, um tanto quanto bonito este fenômeno, até que isso ocorre hoje, amanhã e depois, e quando você se dá conta as cortinas do quarto são fracas e não se consegue mais dormir com o sol do meio dia raiando em plena madrugada. E me preparo para sair, com meus amigos vou desfrutar da noite, são 21 horas e o sol não dá sinais de nos deixar. E este sol se fará mais presente quando o verão chegar.




Ando pelas ruas e imagino a tia Dirce comigo, o caminho que faço em 5 minutos ela demoraria 20. São tantas flores e folhas para se apreciar que me pego a pensar se isso também era visto na minha cidade no Brasil ou se eu simplesmente nunca parei para notar. Aquele caminho cinza e gelado se transformou em colorido e agradável.


 A temperatura está maravilhosa. Nos dias mais gelados, 10 graus. Nos dias mais quentes 20. Perfeito! Pessoas andam nas ruas de shorts, chinelos e camisetas. Alguns levam consigo um leve casaco para se proteger do vento, que está sempre a soprar.


Em meu quintal encontro uma casinha de insetos, com uma tela e uma portinha. Nela pode se encontrar muitas joaninhas e as vezes também caracóis, bichos extremamente fáceis de se ver. Aranhas também circulam por aqui, mas elas é preferível não tocar.






Agora consigo ver porque a temperatura e as estações são tão importantes para os dinamarqueses. E pode ter certeza de que quando o verão chegar e trazer consigo seus (no máximo) 30 graus eles vão reclamar da mesma forma como reclamam dos 0 graus.

terça-feira, 10 de maio de 2011

Dansk Piger

Você as encontra no trem, nos bares, nas academias, nas ruas ou simplesmente na vizinhança. Com o dinamarques (a língua) da dar inveja, fico pensando no que será que elas conversam. Fácilmente as vejo em pequenos grupos, com seus cabelos loiros, lisos e compridos e para acompanhar um par de olhos claros. Ou então as morenas falsas, desacreditando que existem loiras que pintam o cabelo de castanho, algo até então jamais visto.

São em maior parte simpáticas, afinal das contas são dinamarquesas; Te tratam bem nas lojas, na recepção da academia, nas ruas e nos trens por volta das 3 ou 4 da manhã, mas leve em conta que neste último caso elas já se encontram levemente (sendo educada) alcoolizadas.
Claro que ao andar em pares ou trios na academia, no topo da sua adolescência, elas se acham o máximo.

Ao abordá-las para pedir informção dispense a pergunta "do you speak english?", se elas tem mais de 15 anos com certeza falam inglês. Ao abordá-las em bares ou clubes dispense o contato físico, seja criativo e tenha assunto e não espere nada em troca.


Seus cabelos são criativos, novamente educadamente dizendo, penteados dos anos 70 ou daqueles que as meninas de 6 anos fazem em suas Barbies. Suas roupas, em maior parte, curtas (faça sol ou faça neve) e as vezes um pouco diferente, contendo um senso peculiar em combinação de cores e estampas. Mas tudo isso faz delas extremamente interessantes, sendo incapaz de não percebe-las, como também gastar alguns minutos para apreciá-las.

Criadas para serem independentes, são de opinião forte e sabem se virar sozinhas. As meninas dinamarquesas se tornam mulheres de personalidade.

Apesar de tudo isso, acredito que o Hans Christian Andersen, ao escrever seu famoso conto "A Pequena Sereia", não se inspirou nas vozes das dinamarquesas. A encantadora voz de uma sereia é difícilmente e infelizmente encontrada.


 Caroline Wozniacki - Jogadora de tennis número 1 do mundo e para acompanhar o texto, uma menina dinamarquesa.

Cansado de ler? Me assista no http://www.youtube.com/user/ellencentrica?feature=mhum (pode clicar)