Com hora pra iniciar, 13:00; e hora para terminar, 16:00 os convites foram enviados. Quatro crianças, oito pais, uma festa, aquelas de aniversário para os aniversáriantes do mês curtirem com os colegas de classe.
Cinco minutos para se proteger do frio; bota, casaco, luva, touca e quem sabe mais um casaco, isso tudo acima da roupa normal que tem direito de 3 camadas de calça e blusas.
Mais cinco minutos para chegar a escola, caminhando lado a lado, ouvindo os planos para aquela tarde.
Em um campinho de futebol, a grama sintética foi coberta por neve que a temperatura abaixo de zero não permitiu derreter.
Os barris feitos de madeira continham sacolinhas, em cada uma doces, separados igualmente para não ocorrer brigas.
Enquanto pais e crianças chegavam, outras pessoas brincavam com uma bolinha, o formato era de basquete, mas o jogo, futebol. Por um segundo voltei para a grama Brasileira, um pai fazendo embaixadinhas, mesmo com as mãos no bolso, meninos correndo atrás da bola e meninas, infelizmente, errando de vez em quando o chute.
Mas o vento frio me trouxe de volta a Europa, não reclamo, a temperatura acima de zero se misturou com o sol e fez deste dia o melhor dos últimos.
Todas crianças que confirmaram sua presença chegaram, foram organizadas em duas equipes, simplesmente porque existiam dois barris, não era uma competição, somente uma brincadeira, organizada através de uma fila e um risco na neve, desenhado pela bota de uma mulher.
Um a um esperou sua vez de bater no barril com o bastão, todos brincaram, se divertiram, riram e no final ganharam o tão esperado doce que caiu no chão assim que a madeira se despedaçou, o responsável por isto ganhou uma coroa.
Não houve discussão, nem briga, nem choro, muito menos desorganização.
A festa continuou na casa de um dos aniversáriantes, chegar até lá caminhando com mais de 20 crianças não foi um problema, só cuidado para não pisar no cocô...o que me faz questionar onde se encontra o dono do cachorro e sua sacolinha para manter a calçada limpa. Nem tudo aqui é perfeito.
Uma mesa de jogos permite você escolher entre air hockey, sinuca e pebolim, mais uma vez o futebol ganhou.
Quatro aniversáriantes, quatro presentes por cada criança, da pra imaginar quem chegará na escola pela manhã mostrando não seu novo lego ou boneco de ação ou carrinho, mas sim seus novos cartões da Champions League, e como antes, mais uma vez o futebol ganhou. Infelizmente a felicidade veio ao ganhar o Messi. Nem tudo aqui é perfeito.
No meio de uma menina morena, um asiático, um ruivo e diversos loiros um violão foi encontrado, e foi ai que me encontrei. E foi ai que me encaixei e me comuniquei.
Onde foi parar a hora de cantar parabéns eu não sei. Como a música soa terei que deixar para uma próxima vez. E a decoração do bolo, cada um fez a sua.
Sai muito após as 16:00, o que me faz pensar que nem tudo precisa funcionar como diz no papel e que as pessoas são maleáveis, como também amigáveis.
domingo, 30 de janeiro de 2011
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
Floco
Hoje a neve caiu...não muito, o suficiente pra deixar tudo branco, mas fácil de ser removido ou até mesmo de descongelar com o calor do sol que também apareceu no nosso céu.
Diferente de todas outras vezes, não fiz um anjo, nem fiz guerrinhas, muito menos construi um boneco de neve.
Observei. E me apaixonei. Vi a mão de Deus em cada floco de neve, cada um com seu desenho único.
Com meus próprios olhos fui capaz de enxergar detalhes nos flocos, ver seu formato e tamanho...algo que nunca antes parei para fazer.
Queria guardar um pra mim, para nunca se esquecer. Mas nem tudo que é bom dura para sempre, e este floco logo irá evaporar.
Como muitas outras coisas na vida temos que curtir enquanto ainda há tempo.
E se possível tire fotos!
E se possível tire fotos!
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
Não tinha melhor forma de ser recepcionada, e ser reconhecido...lá estava ele segurando uma bandeira, feita com duas folhas grampeadas em um palito, contando com a ajuda de uma impressora e as cores amarelo, verde e azul.
Ele era exatamente como eu imaginava (ou como as imagens demonstraram), um metro e pouco, cabelo curto e loiro, não loiro água; loiro sujo, dando um contraste com sua pele clara, seis anos de idade e um dente mole.
E ela, elegante, com um sorriso no rosto e um starbucks na mão.
Um abraço, outro abraço e continuo eu a empurrar o carrinho super lotado...nele continha a mudança que estufei em malas e mochilas, sem ter que pagar a absurda taxa de sobrepeso no avião.
Mas não é possível conhecer uma pessoa ou uma cultura em algumas horas, nem menos em uma semana de convivência...mas talvez se deixasse isto para depois estaria tão acostumada aos costumes e jeitos que não saberia o que escrever.
A boa recepção e tratamento se seguiu pelo restante da semana. Em diferentes ocasiões fui obrigada a usar uma frase que espero brevemente deixar de lado, a não tão famosa Jeg forstå ikke Dansk; similar a uma bem utilizada em 1998: I don't speak English.
De qualquer forma, neste país quem não fala inglês provavelmente tem mais de 60 anos, mas existem suas excessões, como percebi ao conhecer uma parte dos avós.
Então me encontrei, dentro desta casa, com minha família loira. Um pai e uma mãe que dividem as tarefas. Todo mundo cozinha ou lava a louça ou leva as crianças na escola. Numa sociedade onde homem e mulher saem cedo para trabalhar, não faz sentido existir uma sobrecarga de trabalho de casa em cima da mulher, e neste país eles parecem entender isso. A este tipo de estilo de vida eu consigo me adaptar muito bem, principalmente quando se conta com o fato que sempre pensei que deveria ser assim.
E com este pensamento de igualdade sexual encontrei na festinha da escola mães e pais, reunidos, vendo o trabalho das crianças e degustando bolos e cupcakes trazidos pelos pais. Tenho que admitir que ouvir músicas na lingua da Groenlândia e ver iglus formados de pedrinhas de açúcares não se comparam ao prazer que senti com os cupcakes de blueberry e cookies de chocolate, enquanto tinha uma agradável conversa com uma simpática mãe.
E assim seguem os Dinamarqueses, pelo menos comigo. Eles são legais! Apesar de não darem banho todos os dias nas crianças, mas quer saber...menos trabalho para mim!
Ele era exatamente como eu imaginava (ou como as imagens demonstraram), um metro e pouco, cabelo curto e loiro, não loiro água; loiro sujo, dando um contraste com sua pele clara, seis anos de idade e um dente mole.
E ela, elegante, com um sorriso no rosto e um starbucks na mão.
Um abraço, outro abraço e continuo eu a empurrar o carrinho super lotado...nele continha a mudança que estufei em malas e mochilas, sem ter que pagar a absurda taxa de sobrepeso no avião.
Mas não é possível conhecer uma pessoa ou uma cultura em algumas horas, nem menos em uma semana de convivência...mas talvez se deixasse isto para depois estaria tão acostumada aos costumes e jeitos que não saberia o que escrever.
A boa recepção e tratamento se seguiu pelo restante da semana. Em diferentes ocasiões fui obrigada a usar uma frase que espero brevemente deixar de lado, a não tão famosa Jeg forstå ikke Dansk; similar a uma bem utilizada em 1998: I don't speak English.
De qualquer forma, neste país quem não fala inglês provavelmente tem mais de 60 anos, mas existem suas excessões, como percebi ao conhecer uma parte dos avós.
Então me encontrei, dentro desta casa, com minha família loira. Um pai e uma mãe que dividem as tarefas. Todo mundo cozinha ou lava a louça ou leva as crianças na escola. Numa sociedade onde homem e mulher saem cedo para trabalhar, não faz sentido existir uma sobrecarga de trabalho de casa em cima da mulher, e neste país eles parecem entender isso. A este tipo de estilo de vida eu consigo me adaptar muito bem, principalmente quando se conta com o fato que sempre pensei que deveria ser assim.
E com este pensamento de igualdade sexual encontrei na festinha da escola mães e pais, reunidos, vendo o trabalho das crianças e degustando bolos e cupcakes trazidos pelos pais. Tenho que admitir que ouvir músicas na lingua da Groenlândia e ver iglus formados de pedrinhas de açúcares não se comparam ao prazer que senti com os cupcakes de blueberry e cookies de chocolate, enquanto tinha uma agradável conversa com uma simpática mãe.
E assim seguem os Dinamarqueses, pelo menos comigo. Eles são legais! Apesar de não darem banho todos os dias nas crianças, mas quer saber...menos trabalho para mim!
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
Welcome to winter wonderland in DK
E foi com esta frase que o sonho ficou mais perto. Ainda estou sonhando?
Fiz o teste ontem a noite, com muito medo; deitei na minha cama, aquela de casal, suuuper confortável com um edredon bem macio, e o teste foi dormir e ver se quando acordasse eu me encontraria no sotão morrendo de calor ou ainda espalhada na cama grande de pijama e meias quentinhas.
Tirando as meias, que já tinham saído do meu pé, tudo continuou igual. Mas de vez em quando eu me belisco, só pra ter certeza.
A cidade tem prédios que sairam de um livro de história, ou de imagens que tanta vez vi no google maps. As palavras, eu nem me arrisco em ler, nem aquelas que estão em inglês. E oops, pedi sorry pra uma mulher no supermercado, ela entendeu, os Dinamarqueses são bons em inglês, mas a preferência é sempre a lingua mãe, claro.
Por isso já aprendi a falar comida, amarelo, amanhã, desculpa, oi e tchau. Mas não me arrisco em escrever, já que æ ø å são vogais que fazem parte do vocabulário.
Mas eu e o Oliver nos comunicamos super bem! Ainda mais quando li livros em inglês pra ele, ele aprendia as palavras e me traduzia, win-win situation! Até assistmos Tartaruga Ninja! Em Dinamarques, sem dúvidas, o importante é que eu coloquei meu braço nos ombros dele e ficamos bem quentinhos em baixo do cobertor no sofá cinza.
A Isabella, nem me fale...ela sempre me dá o sut dela...ou como ela chama: tut. Que é a chupeta, a qual ela pega uma da caixa na escolinha, eles esterilizam e as crianças pegam qualquer uma, diferente, no mínimo.
E o sonho, que agora é realidade, continua quando vejo a casa onde moro, um pouco mais parecido com as casas americanas, mas não igual. Aos poucos vou me sentindo em casa, não porque tenho meu próprio closet ou acesso livre a geladeira, mas música...presente em todos os ambientes da casa. O rádio do meu quarto liga toda vez que passo na frente dele, o da sala pode ser transmitido também para o escritório, sala de jantar e cozinha, ahh e o do banheiro, bom aquele me permite cantar com back-up vocals na hora de tomar banho!
Mas agora tenho que ir, assaltar a geladeira provavelmente, minha barriguinha não está acostumada com a janta as 18hrs em ponto.
Fiz o teste ontem a noite, com muito medo; deitei na minha cama, aquela de casal, suuuper confortável com um edredon bem macio, e o teste foi dormir e ver se quando acordasse eu me encontraria no sotão morrendo de calor ou ainda espalhada na cama grande de pijama e meias quentinhas.
Tirando as meias, que já tinham saído do meu pé, tudo continuou igual. Mas de vez em quando eu me belisco, só pra ter certeza.
A cidade tem prédios que sairam de um livro de história, ou de imagens que tanta vez vi no google maps. As palavras, eu nem me arrisco em ler, nem aquelas que estão em inglês. E oops, pedi sorry pra uma mulher no supermercado, ela entendeu, os Dinamarqueses são bons em inglês, mas a preferência é sempre a lingua mãe, claro.
Por isso já aprendi a falar comida, amarelo, amanhã, desculpa, oi e tchau. Mas não me arrisco em escrever, já que æ ø å são vogais que fazem parte do vocabulário.
Mas eu e o Oliver nos comunicamos super bem! Ainda mais quando li livros em inglês pra ele, ele aprendia as palavras e me traduzia, win-win situation! Até assistmos Tartaruga Ninja! Em Dinamarques, sem dúvidas, o importante é que eu coloquei meu braço nos ombros dele e ficamos bem quentinhos em baixo do cobertor no sofá cinza.
A Isabella, nem me fale...ela sempre me dá o sut dela...ou como ela chama: tut. Que é a chupeta, a qual ela pega uma da caixa na escolinha, eles esterilizam e as crianças pegam qualquer uma, diferente, no mínimo.
E o sonho, que agora é realidade, continua quando vejo a casa onde moro, um pouco mais parecido com as casas americanas, mas não igual. Aos poucos vou me sentindo em casa, não porque tenho meu próprio closet ou acesso livre a geladeira, mas música...presente em todos os ambientes da casa. O rádio do meu quarto liga toda vez que passo na frente dele, o da sala pode ser transmitido também para o escritório, sala de jantar e cozinha, ahh e o do banheiro, bom aquele me permite cantar com back-up vocals na hora de tomar banho!
Mas agora tenho que ir, assaltar a geladeira provavelmente, minha barriguinha não está acostumada com a janta as 18hrs em ponto.
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
um sábado nada qualquer
O texto abaixo foi escrito no sábado, dia 8 de Janeiro.
São 10 para as 11. Provavelmente esta é minha última noite na Paulista, e eu amo este local.
Daqui uma semana eu estarei vooando por cima do Oceano Atlântico...destino físico certo: Dinamarca; destino pessoal? I have no idea.
Só sei que pisar na Paulista novamente?! Não antes de 2012.
Um pouco de medo passa por mim, e saudades dos que vou deixar. Mas também sinto muita ansiedade e uma sensação de conquista.
Mas uma história para meu livro de aventuras, não a última, nem perto de ser a última.
-----------------------------------------------------------------------------------------
Após o texto peguei meu rumo para algo inesperado. Sai com minha mente e coração livre, para deixar a noite me levar à uma aventura rodeada de pessoas que sentirei falta.
-----------------------------------------------------------------------------------------
E agora só faltam 4 dias.
São 10 para as 11. Provavelmente esta é minha última noite na Paulista, e eu amo este local.
Daqui uma semana eu estarei vooando por cima do Oceano Atlântico...destino físico certo: Dinamarca; destino pessoal? I have no idea.
Só sei que pisar na Paulista novamente?! Não antes de 2012.
Um pouco de medo passa por mim, e saudades dos que vou deixar. Mas também sinto muita ansiedade e uma sensação de conquista.
Mas uma história para meu livro de aventuras, não a última, nem perto de ser a última.
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Após o texto peguei meu rumo para algo inesperado. Sai com minha mente e coração livre, para deixar a noite me levar à uma aventura rodeada de pessoas que sentirei falta.
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E agora só faltam 4 dias.
sábado, 1 de janeiro de 2011
01.01.11
I promised myself I wouldn't let 2011 go by without writing...writing makes me think...thinking makes me grow...and so it goes.
If all the days of this year are as interesting as today was, well, I'm heading for an awesome ride.
I do believe 2011 will be a very different year, it should be, as long as plans come out the way I expect them to come...this I'll know in a couple of days (I hope).
It seems I met wonderfull people in the last 2 months, only to make me miss them once I'm gone...but maybe I met them to make me wanna come back! It's a nice way to see it.
----------------------------------------------------------------------------------------------
I would never be able to come up with such an amazing story by myself, my imagination takes me far, but it does not reach the skies on its own. What I believed to be a curiosity and desire turned out to creat wonders in my head of a future I might never have. But to experience a mixture of feelings in such a short period of time makes me belive that this is not the end.
When again will I know how it felt, I don't know. But it will be greater, once again, than I could ever imagine or even wish for.
----------------------------------------------------------------------------------------------
and in the end, the love you take, is equal to the love...you make.
If all the days of this year are as interesting as today was, well, I'm heading for an awesome ride.
I do believe 2011 will be a very different year, it should be, as long as plans come out the way I expect them to come...this I'll know in a couple of days (I hope).
It seems I met wonderfull people in the last 2 months, only to make me miss them once I'm gone...but maybe I met them to make me wanna come back! It's a nice way to see it.
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I would never be able to come up with such an amazing story by myself, my imagination takes me far, but it does not reach the skies on its own. What I believed to be a curiosity and desire turned out to creat wonders in my head of a future I might never have. But to experience a mixture of feelings in such a short period of time makes me belive that this is not the end.
When again will I know how it felt, I don't know. But it will be greater, once again, than I could ever imagine or even wish for.
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